Eunápolis Notícia

A nova riqueza do cacau nasce da biodiversidade preservada

O Brasil costuma falar em economia verde como promessa futura. O projeto lançado em Ilhéus transforma essa promessa em prática concreta — e coloca a cacauicultura no centro dessa mudança.

A aposta é clara: fortalecer a cabruca como modelo produtivo. E essa escolha é acertada. A Mata Atlântica já perdeu grande parte de sua cobertura original. Continuar produzindo como no passado — com desmatamento e simplificação ambiental — não é apenas irresponsável, é economicamente burro.

Os números do projeto impressionam: aumento de produtividade, elevação de renda e inserção em mercados de maior valor agregado. Isso acontece porque o mercado global já não aceita produtos desvinculados de práticas sustentáveis.

Críticos podem dizer que iniciativas assim dependem de financiamento externo e não se sustentam sozinhas. Mas essa visão ignora uma transformação estrutural: cadeias produtivas globais estão exigindo rastreabilidade, certificação e responsabilidade ambiental. O uso de blockchain no projeto, por exemplo, não é luxo tecnológico — é exigência de mercado.

A economia verde não é ideologia. É adaptação. Quem não entender isso ficará para trás.

Por Redação

Compartilhar nas redes sociais

Leia mais

NOTICIA (35)
NOTICIA (42)
NETO-01
CAPA 1 (20)
administrac_CC_A7a_CC_83o+empresa+blog+azul
luizinho-orasta
claudia-tribuna
roberio
Agricultura-familiar-e_CC_81-responsa_CC_81vel-por-80-da-produc_CC_A7a_CC_83o-mundial-de-alimentos-512x320-1
Agricultura-familiar-e_CC_81-responsa_CC_81vel-por-80-da-produc_CC_A7a_CC_83o-mundial-de-alimentos-512x320-1
imagem_2025-05-12_171930640
gleisi-alessandrodantas-23
imagem_2025-03-05_014952816
imagem_2025-03-05_014819353